Vida Literária III

Interseções



 
 

William Blake

 

 

William Blake (1757 - 1827)


“Mesmo um leitor de eleição, que dominava línguas estrangeiras, como André Gide, só se inteira da obra fundamental de Blake, O Casamento do Céu e do Inferno , em 1922, quando escreve em seu Journal a 16 de janeiro: “Como um astrônomo que determina a existência de um astro cujos raios ainda não observou diretamente, eu pressentia Blake, mas não me dava conta ainda de que ele pertencesse à mesma constelação de Nietzsche, Browning e Dostoiévski, talvez a estrela brilhante desse grupo – sem dúvida alguma a mais estranha e a mais remota”. O entusiasmo de Gide foi de tal monta que já em junho daquele ano estava revendo as provas de sua tradução da obra… No Brasil, a chegada de Blake certamente ocorreu bem mais tarde, talvez na década de 40, com algum artigo de Carpeaux, e as primeiras traduções que vão aparecer nos anos 50.”
Trecho do posfácio de O
Casamento do Céu e do Inferno

 

 

Obras

Multimídia

  • Slideshow com desenhos de Blake

  • BBC - Vídeo sobre o túmulo de William Blake (em inglês)

  • Podcasts sobre William Blake (em inglês)

  • John Stacy lê The Tyger (em inglês)

 

Boletim PNLL nº 235

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 20h56
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Boccaccio

 

Giovanni Boccaccio (1313 – 1375)

Obras

Multimídia

 

Fonte: Boletim PNLL nº 233

 



Escrito por marcilio medeiros �s 19h24
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Samuel Beckett

 

 

Samuel Beckett (1906 – 1989)


“Na longa trajetória beckettiana, em que a fidelidade a um mesmo universo temático (a miséria, a solidão e a importência humanas) vem acompanhada por uma infidelidade aos gêneros (prosa e drama levados ao limite do reconhecível, poesia e crítica exercidas ocasional, mas não menos conscientemente), chama nossa atenção a desconfiança tão prematura de Beckett em relação a arte que parte de hipóstases do sujeito para situá-lo, imutável, num confronto com um mundo objetivo igualmente reitificado. À continua substituição das cascas sucessivas a que damos o nome de 'eu' corresponde um mundo igualmente cambiante e a arte deve fazer justiça à natureza movediça do terreno em que pretende promover o encontro (ou denunciar o desencontro) entre o sujeito e o universo.”
Trecho de
Samuel Beckett: o silêncio possível , de Fábio de Souza Andrade

 

 

Obras

 

Multimídia

 

Fonte: Livro e Leitura nº 231

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 00h41
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Lewis Carroll

 

 

RainCharles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll) (1832–1898)


“Lewis Carrol ilustra todo tipo de verdades com sua obra, chegando até mesmo a comprová-las. Verdades sólidas, embora não evidentes. Ali discernimos que, sem nos servir de qualquer distúrbio, podemos produzir o mal-estar, mas que desse mal-estar decorre um júbilo singular [...] Há claramente, como nos dizem, Lewis Carrol, o sonhador, o poeta, o apaixonado se quiserem, e Lewis Carrol, o lógico, o professor de matemática. Lewis Carrol é bem dividido, se lhes soa bem, mas ambos são necessários à realização da obra"
Trechos de Ornicar, de Jacques Lacan

 

 

Obras

 

Multimídia

 

Fonte: Livro e Leitura nº 228

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 00h55
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Rilke

 

 

Rainer Maria von Rilke (1875 – 1926)


“Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: "Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor. Evite de início as formas usais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes. Eis por que deve fugir dos motivos gerais para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate suas mágoas e seus desejos, seus pensamentos passageiros, sua fé em qualquer beleza — relate tudo isto com íntima e humilde sinceridade. Utilize, para se exprimir, as coisas do seu ambiente, as imagens dos seus sonhos e os objetos de sua lembrança. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas. Para o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente.”
Trecho de
Cartas a um jovem poeta, de Rilke

 

 

Obras

 

Fonte: Livro e Leitura nº 226

 



Escrito por marcilio medeiros �s 19h56
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Paulo Leminski

 

 

sim
eu quis a prosa
essa deusa
só diz besteiras
fala das coisas
como se nova

não quis a prosa
apenas a idéia
uma idéia de prosa
em esperma de trova
um gozo
uma gosma

uma poesia porosa

 

Do livro Caprichos e Relaxos

 



Escrito por marcilio medeiros �s 15h24
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Arthur Rimbaud

 

 

 

Arthur Rimbaud (1854-1891)


“Vivesse hoje, Rimbaud seria músico de rock. Drogado como o guitarrista Jimi Hendrix, bissexual como Mike Jagger, dos Rolling Stones. ''Na estrada'', como toda uma geração de roqueiros. Nenhum poeta francês do século passado teve vida tão ''contemporânea'' quanto o gatão e ''vidente'' Arthur Rimbaud. Pasmou os contemporâneos com uma precocidade poética extraordinária — obras-primas entre os 15 e os 18 anos. De repente, largou tudo, Europa, civilização ocidental-cristã, literatura e, cometa, se mandou para a Abissínia, na África. Lá, longe da Europa branca e burguesa que odiava, levou a vida de mercador árabe, traficando armas, varando desertos nunca antes pisados, vivendo a grande aventura infantil, pré-figurada em seu nome de rei lendário. Breve durou esse Camelot. Da África, o rei Arthur voltaria à França para amputar uma perna e morrer, de câncer, num hospital de Marselha, delirando poesia, cercado por padres e sua irmã, ávidos pela confissão desse blasfemo. Claro que uma vida assim não caberia em versinhos.”
Trecho de
Anseios crípticos, de Paulo Leminski

 

 

Obras

 

Multimídia

  • Trailer de Total Eclipse (1995), filme dirigido por Agnieszka Holland e que retrata a relação de Paul Verlaine (interpretado por David Thewlis) e Arthur Rimbaud (Leonardo DiCaprio),

  • Documentário em francês sobre Arthur Rimbaud

  • Livro-áudio Ophélie (em francês)

  • Arthur Rimbaud Documentary

 

Fonte: Livro e Leitura nº 225

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 15h07
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Ferreira Gullar

 

 

Ferreira Gullar (1930)


Onde está
a poesia? Indaga-se
por toda parte. E a poesia
vai à esquina comprar jornal.

Cientistas esquartejam Puchkin e Baudelaire.
Exegetas desmontam a máquina da linguagem.
A poesia ri.

Baixa-se uma portaria: é proibido
misturar o poema com Ipanema.
O poeta depõe no inquérito:
Meu poema é puro, flor
Sem haste, juro!

Não tem passado nem futuro.
Não sabe a fel nem sabe a mel:
É de papel.

Não é como a açucena
Que efêmera
Passa.
E não está sujeito a traça
Pois tem a proteção do inseticida.
Creia,
O meu poema está infenso à vida.”


Trecho do poema A Poesia

 

  • Site oficial

  • Ferreira Gullar, em busca da lucidez – entrevista concedida ao jornal O Estado de S.Paulo

  • Às vésperas de fazer 80 anos, Ferreira Gullar prepara livro e peça – entrevista concedida à revista Veja

  • Biografia

 

Obras

 

Multimídia

 

Fonte: Livro e Leitura nº 223

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 21h23
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Mia Couto

 

 

Mia Couto

“Identidade

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem insecto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço”
Raiz de Orvalho e Outros Poemas, de Mia Couto

 

 

Obras

 

Multimídia

 

Fonte: Livro e Leitura nº 224

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 21h05
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Rodolfo Fogwill

 

Rodolfo Fogwill (1941 – 2010)


“Se murió Fogwill. Hay oraciones que ojalá nunca hubiese que escribir. Por ejemplo, que se murió Fogwill. Pero fue así, ayer a las 17 apróximadamente, en el Hospital Italiano, lo mató un enfisema pulmonar. Se murió Fogwill y, con él, una de las fuerzas más originales y ricas de la literatura argentina de los últimos treinta años.”
Trecho inicial do artigo Murió el último maldito de la literatura argentina, escrito por Gabriela Cabezón Câmara e publicado no jornal Clarín.

Última
entrevista de Fogwill

Site dedicado a Fogwill

Book Review:
Malvinas Requiem

Fogwill explica como escreveu
Muchaha Punk

No olvidar La guerra - Beatriz Sarlo comenta Los Pichiciegos

Obras

Multimídia

  • Rodolfo Fogwill: "Hay escritores que tienen miedo al lector"

  • Rodolfo Fogwill: "Nada peor que estar enfermo de literatura"

  • Fogwill lê seus poemas no Festival Internacional de Poesía de Rosario

  • Comercial baseado em poema de Rodolfo Fogwill

  • Fogwill fala sobre o mercado editorial

 

Fonte: Livro e Leitura nº 221

 



Escrito por marcilio medeiros �s 22h11
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Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

 

 

Lisbon Revisited

(1923)

 

                Álvaro de Campos

 

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

 

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

 

Se têm a verdade, guardem-na!

 

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

 

Não me macem, por amor de Deus!

 

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

 

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

 

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

 

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

 



Escrito por marcilio medeiros �s 23h53
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Alejo Carpentier

 

 

Alejo Carpentier (1904 – 1980)


“De prata as delgadas facas, os finos garfos; de prata os pratos onde uma árvore de prata lavrada na concavidade de suas pratas juntava o suco dos assados; de prata as fruteiras, com três bandejas redondas, coroadas por uma romã de prata; de prata as jarras de vinho marteladas pelos artesãos da prata; de prata as travessas de peixe com seu pargo de prata inflado sobre um entrelaçamento de algas; de prata os saleiros, de prata os quebra-nozes, de prata os covilhetes, de prata as colherinhas com iniciais lavradas… E tudo isso ia sendo levado pausadamente, cadenciadamente, cuidando para que prata não esbarrasse em prata, rumo às surdas penumbras de caixas de madeira, de engradados ao aguardo, de arcas com fortes ferrolhos, sob o olhar vigilante do Amo que, de roupão, só fazia a prata ressoar, vez por outra, ao urinar magistralmente, com jorro certeiro, copioso e percuciente, num penico de prata, cujo fundo era adornado por um malicioso olho de prata, logo ofuscado por uma espuma que, de tanto refletir a prata, acabava por parecer prateada…”
Trecho inicial de
Concerto barroco na tradução de Josely Vianna Baptista

 

 

Obras

  • Trechos de El reino de este mundo

  • Trechos de Concierto barroco

  • Trechos de ¡Ecue-Yamba-O!

  • Trechos de Music in Cuba

  • Trechos de De lo real maravilloso americano

  • Trechos de El arpa y la sombra

  • Trechos de La consagración de la primavera

  • Trechos de Los pasos perdidos

  • Trechos de El siglo de las luces

  • Trechos de Guerra del tiempo y otros relatos

  • Los pasos recobrados: ensayos de teoría y crítica literaria

 

Multimídia

  • Entrevista a Alejo Carpentier para o programa A Fondo de TVE

  • El siglo de las luces, filme de Humberto Solás inspirado na obra homônima de Carpentier

  • Alejo Carpentier y su peazo de vida

  • Alejo Carpentier condena a teoria da superioridade ariana

  • Vídeo sobre as memórias de Carpentier e Jacques Prévert

 

Fonte: Livro e Leitura nº 220

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 20h46
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MARY SHELLEY

 

 

Mary Shelley (1797 – 1851)


“Mas não se pense que toda a vida de Mary Shelley tenha sido um romance gótico, com seqüestros, amantes no armário, acessos de tosse e baratos de ópio. Foi também muita cultura, muita filosofia. Frankenstein, apesar de todos os sustos, era um livro sério quando foi escrito, e só começou a perder a seriedade quando os leitores também começaram a perder a inocência. (Parece que agora começaram a recuperá-la.) Frankenstein é um coquetel das idéias de Rousseau, através de Godwin, da mitologia grega e de preocupações religiosas ? tudo isto com uma cereja gótica por cima. Está cheio de implicações metafísicas sobre Deus e o homem, e, principalmente, daquelas conotações sociais vigentes em 1818 - como, por exemplo, se era mesmo o pecado original o responsável pelas mazelas humanas, ou se o homem nascia bom e era a sociedade que o corrompia. A segunda hipótese, na qual Mary apostava timidamente, já estava ganhando por vários corpos de frente, mas ninguém se atrevia a botar a mão no fogo.”


Trecho do ensaio O Frankenstein de Mary Shelley , escrito por Ruy Castro

Mary Shelley, de Miranda Seymour (em inglês)

Mary Shelley page

Obras

 

Multimídia

 

Fonte: Livro e Leitura nº 219

 



Escrito por marcilio medeiros �s 21h36
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William Butler Yeats

 

 

William Butler Yeats (1865 – 1939)

 


“Súbito golpe: as grandes asas a bater
Sobre a virgem que oscila, a coxa acariciada
Por negros pés, a nuca, um bico a vem reter;
O peito inane sobre o peito, ei-la apresada.

Dedos incertos de terror, como empurrar
Das coxas bambas o emplumado resplendor?
Pode o corpo, sob esse impulso de brancor,
O coração estranho não sentir pulsar?

Um tremor nos quadris engendra incontinenti
A muralha destruída, o teto, a torre a arder
E Agamêmnon, o morto.

Capturada assim,
E pelo bruto sangue do ar sujeita, enfim
Ela assumiu-lhe a ciência junto com o poder,
Antes que a abandonasse o bico indiferente?”

Poema Leda e o Cisne na tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos

The Yeats Society

Perfil no site do Prêmio Nobel

Vida e obra – Exposição virtual da The national Library of Irelan

 

Obras

  • Obras de Yeats no Projeto Gutenberg

  • Poemas de Yeats no PoetSeers

  • Poemas de Yeats no PoemHunter

  • Poemas de Yeats em traduções para o português

 

Multimídia

  • Yeats recita Sailing To Byzantium

  • Trecho do filme Nunca te vi, sempre te amei (84 Charing Cross Road), em que o personagem Frank Doel (Anthony Hopkins) recita o poema He Wishes For The Cloths Of Heaven

  • Anthony Hopkins recita The Lake Isle Of Innisfree

  • Animação para o poema The Stolen Child

  • William Butler Yeats: Irish Religion and Language

 

Fonte: Livro e Leitura nº 218

 

 



Escrito por marcilio medeiros �s 20h56
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Roberto Piva

 


Roberto Piva (1937 - 2010)


“Esperma de palavra se deriva
em fertil mente e em lyra creativa.

Semantica ou syntaxe, só, não basta
nem são imprescindiveis metro e rima
si a escripta surprehende e a penna é vasta.

Conheço um tal poeta e nelle vejo
de olympicas metropoles o exgotto,
o gozo azul de impubere garoto,
o samba em harpa e o rock em realejo.

É magico e sublime o pederasta
que do maldicto mytho se approxima
e do castiço canone se afasta.

No orgasmo oral dos jovens está viva
a chamma que deixou Roberto Piva.”

Profano Propheta [soneto 3390], de Glauco Mattoso


Poemas


Multimídia


Fonte: Boletim Livro e Leitura nº 217


 



Escrito por marcilio medeiros �s 01h47
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